Mesmo depois de todas as sortes do mundo reunidas em um dia, ela ainda se pergunta: E se der errado? A indecisão quanto a acreditar e sonhar, ou ser indiferente e descrer é quase mortífera.
O coração bate apertado devido ao fato de não ter falado com ele desde que aquilo acontecera. E agora? Iriam simplesmente ignorar e seguir em frente ou tudo iria dar certo e poderiam ficar juntos? Até onde vai a realidade e entra o lindo final de ‘felizes para sempre’ dos contos de fada nessa história? Balança a cabeça e da risada de si mesma. Se soubesse a resposta não estaria indagando tais coisas a um papel.
O mais engraçado disto tudo é a capacidade que temos de nunca estarmos satisfeitos. E quando estamos sempre procuramos alguma coisa que possa dar errado em um futuro próximo para ai sim, ficarmos insatisfeitos. Somos tolos a esse ponto... Sonhar com a felicidade e na maioria das vezes procurar um modo de acabar com ela. Pensamentos têm poder.
Agora ela já não mais se preocupa com o certo ou errado, futuro ou passado, “e se” ou “quando”... Apenas importa as batidas aceleradas que seu coração deu, o presente que está vivendo, e o momento que lhe proporcionou tais experiências. Pensar nas conseqüências às vezes nada mais é do que se martirizar e se impedir de ser feliz.
Até onde vale a pena ‘se preparar para o pior’ sem nunca se permitir experimentar o melhor?

Chega! – ela anuncia. Cansei de me precaver, meu coração está contido faz certo tempo, é hora de libertá-lo para voar nas asas dos sentimentos, e assim, nada poderá derrubá-lo... A não ser eu mesma e meu pessimismo. – Fechou os olhos e sorriu. Havia sido a coisa mais sábia que tinha dito a si mesma em questão de meses.
Olá, menina das descobertas, o papel não dá respostas a vida sim. Vai com calma, tua "personagem", tem ânsia de descobrir e viver, mas deixa que ela respire. Que viva um dia de cada vez, e que ela faça as descobertas com a serenidade de saber que se vive vivendo. Afinal, a vida não é um roteiro de cinema com marcas prontas para cada ação, e isso é o fantástico da vida, descobrir a cada instante a originalidade do momento presente. Fala para tua personagem que diferente dos filmes, na vida, os finais são sempre recomeços, novas possibilidades, nada é definitivo, basta querer ser feliz e ir em busca dessa felicidade.
ResponderExcluirO pessimismo complica, mas saber que as coisas serão melhores se as fizermos melhorar, dá a certeza de que somos nós os “patrões da barca”, e que apesar de a vida nos levar temos também a obrigação de pegar o timão e fazer a maré nos levar para onde queremos.
Tem um samba do Paulinho da Viola que sempre me faz pensar nisso de ser o “patrão da Barca”, vou copiar alguns versos depois dá uma lida na net dos demais, também vale escutar.
Fica este pensamento.Faz da tua personagem a "dona da barca" coloca o timão nas mãos dela. Ela vai gostar dele e será feliz. Não que nao vá ter falhas, erros, acertos, recomeços, mas isso é viver.
Timoneiro: Paulinho da Viola: Composição: Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
... ...
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
... ...
E quanto mais remo mais rezo
Pra nunca mais se acabar
Essa viagem que faz
O mar em torno do mar
... ...
Timoneiro nunca fui
Que eu não sou de velejar
O leme da minha vida
Deus é quem faz governar
E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar
Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar.
Finalmente te encontrei (:
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