Agora sentia como se tudo que passaram nada mais fora que um sonho; Aos poucos o sonho foi se tornando amargo e foi sufocando-a. Aflita e amargurada acordou, a o contrário do que ele tinha prometido não estava lá com ela.
As palavras carinhosas foram moldando-se, e ao invés de serem mãos acalantadoras eram agora punhais a machuca-la... Talvez ele apenas quisesse fazê-la mais forte, mas era demais... demais para que ela pudesse aguentar sozinha. Seus ásperos atos foram rasgando a camada de ilusão que tampava seus olhos e bloqueava seus sentidos; agora podia ver e sentir, mas não é como pensava.
Sai do casulo, e de repente, como num surdo baque de um martelo na areia despencou.
Estava caindo, e desta vez não o queria por perto, tinha medo. Prefere cair sozinha a derramar lágrimas por ele. Até porque, estas já secaram com a velocidade da queda e com as coisas que lhe foram ditas.
Ao chegar ao fundo do despenhadeiro solta algumas falhas palavras, algo como uma despedida:
"Fique ai em cima, estarei bem aqui... Tenho a mim e a esperança de algo melhor como companhia."
E o tempo corre, e as asas machucadas começam a cicatrizar, em breve a pequena borboleta, que saiu do casulo, poderá novamente voar.
-------
sim, esta é uma continuação do texto anterior.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Opine, comente, critique...É sempre bem vindo.