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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Casulo

      Desculpava-se por seu coração está como pedra, e mesmo com a mais calorosa e afetiva demonstração de afeto não punha a derreter-se; Seria isso um pecado? Trancar-se num casulo, com medo do mundo novamente me cortar as asas ilusórias da paixão e fazer com que despencasse sobre o mais fundo precipício da realidade. Desculpa, por hora prefiria a segurança de sua  capsula.

Ele a proporcionava momentos de prazer; E a volúpia em seus beijos por hora  a fazia esquecer do realista universo que a rodeava e a faz embarcar na exploração de um exótico mundo de luxúria e sentimentos que nunca tinha visitado.

Mas uma hora o sonho acaba ,e logo ela estava caindo leve e toxicamente em um lago de lamúrias e questões, e as asas que por hora ousaram sentir o frescor do irreal, agora voltam para o sufocante casulo onde teriam a certeza de que não iria se afogar.

O coração de pedra agora pesa, já não consegue ostentar todo esse peso e medo sozinha. Onde ele esta? Esta tudo escuro, e suas mãos parecem não alcança-la. Tenta gritar, mas a voz é teimosa, não sai.

Exasperada coloca as asas para fora, um gélido sopro vem saudá-las, e antes de cair no fundo poço do esquecimento ele a salva. Sorri e a carrega para longe, para o mundo de antes, aquele que só ele podia mostra-la.

Por hora sabia que estava segura;

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Esse texto me definia por completo, sério. Acho que por isso acabei por coloca-lo aqui. Fiz algumas alterações, mas a essência do texto permanece.

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