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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sádica Rotina

É preciso se estar vivo para morrer,

Sofrer para querer sorrir,

Amar para chorar,

Temer para aprender.

As incertezas que tornam a vida bela,

São as mesmas que a fazem cruel.

O medo que nos ronda,

É o mesmo que nos impulsiona.

Amizades e amores,

Constroem sua vida,

Destroem a razão,

E renovam o coração.

O acaso se faz presente

Quase como a rotina

Que nos move mecanicamente

E depois

À surdina

Embaralha nossa mente.

E embaralhada se reergue,

Como num maço de baralhos

Que dos embaralhados montes,

Formam uma bela canastra,

Dependendo apenas das jogadas,

E então, achas que é bom jogador?

Reerga-se sem temer,

Porque quem teme não vive,

Quem não vive já esta morto,

Portanto nada sente

Apenas pensa.

Pensar não nos faz sonhar,

Sonhar nos faz querer acordar

Para na realidade

Tornar o sonho,

Real, plausível, racional.

E ai cair na armadilha da rotina,

Que sadicamente

Liberta-te e acoberta

Apenas para sentir-te em suas redes novamente.

E então,

O que vale a pena?

A ilusão de ser,

Ou ser uma ilusão?

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