De olhos fechados, procuro tateando pelo vácuo uma fresta que me deixe escapar desta pacata rotina, que me cegou para as alegrias da vida. Gritando notas de pesar peço aos céus que me façam escutar, pois exasperada aguardo por um consolo superior, que afague minha cabeça, ponha-me à ninar, para que acorde e veja que a cegueira foi apenas um vívido pesadelo, e que já esta na hora de acordar.
***
O raiar do sol ofusca minha visão. Conturbada sorrio para o azul que com pinceladas acobreadas me cobre com promessas de um futuro promissor. Observo o meu redor, parece animado. Confusa me arrisco a participar desta alegria, com apenas uma pergunta: O que me aguarda à frente?
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