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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Alma e Corpo

As pérolas caiam lentamente,
O chão brilhava,
E a face da jovem estava encharcada.

O rapaz a traíra,
Ela fora apunhalada,
E ali, em meio aos prantos,
Pensava em todos os anos,
Anos de amor, que tornaram-se dor.

Entregou sua alma e corpo
A um estranho que absorto
Com seus sonhos de luxúria,
Ignorou a pequena pura.

Exacerbada a menina se perdeu,
Em meio a falsas juras,
Perdeu tudo que era seu.

Perdeu a pureza de seu pensamento,
A noção da realidade,
E ganhou apenas o tormento.

E agora esta lá,
Sonhando acordada como passar;
Passar pela tristeza,
E depois mostrar,
Que nem tu na vida é beleza,
Mas que podemos,
E devemos vive-la.

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