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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Um felizardo qualquer.

As estrelas estão brilhando lá no alto, uma passa rapidamente. Paro, faço um desejo: que as coisas fiquem melhores. Atentamente fico olhando, na espera de algum movimento, um sinal de que fui ouvida. Mas nada muda, está tudo calado, quieto como a noite que me ronda.

Alguns dias se passaram desde tal desejo que aparentemente foi concedido. Agora há um sorriso tomando forma em meu rosto, e vejo que aquele que me fez mal se agonizando e se debulhando em lágrimas. Talvez a culpa seja minha, não sei ao certo.

O peso que eu sentia ao vê-lo dessa maneira se esvaiu; provavel de ter sido tirado de meu corpo a forçou com a água quente que deixo cair por longos minutos sobre minha cabeça todo dia, na esperança de descançar;

Já fazem três semana desde o ocorrido que me levou a pedir aquilo, e as cicatrizes que pensei que fosse ganhar acabaram por sumir. Seria isso o que chamamos de confiança em sua decisão?

Pela primeira vez sei que fiz o certo; não me orgulho. Apenas sei que é certo. Mas nem sempre o certo é bom, não? Agora olho para a parte ferida e pulsante. Está sem cicatrizes, e em suas batidas parece me pedir para seguir em frente, como tenho feito há um tempo.

Sei que essa calma e tranquilidade não será presente por muito tempo, e que em breve alguém colocará o pé na minha frente ao caminhar rumo a uma vida melhor. Porque a vida é assim. Cairei, chorarei, mas diferente de como fiz antes, irei me levantar o mais rápido possível e seguir em frente.

Cabeça erguida visando enxergar – inutilmente – o que tem a minha frente. Até porque, não será qualquer um o felizardo de me nocautear.

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