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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Querido pessimista

Tuas ásperas palavras ja não me ferem mais; As lágrimas que no passado me feriram agora formam um escudo contra ti.

Insistes em tentar apunhalar-me, e arduamente desvio ficando apenas pasma ao ver teus olhos em chamas. Quando foi que o rancor te suviu a cabeça? Devo ter adormecido e acabado por perder a mudança.

O insípido sonho tornou-se ruime acabou por virar realidade. Dura, fria, impiedosa. Será que vais aguentá-la?

Um grande fardo é conformar-se. Já fui vitima de tal vilão – o conformismo. Porém fugaz como uma ave voei para longe da calmaria e vim para onde a suave brisa do viver bate continuamente. E tu, onde estás?

Em uma embargada voz anuncia que a tormenta te ronda e assombra; e o olhar cabisbaixo logo volta a despontar em raiva. Sorridente apenas te observo; tua falha tentativa de magoar-me apenas serve de diverssão.

Querido pessimista, deixe que este ódio se esvaia, e talvez, apenas talvez, possamos nos falar. Isso se um dia você sair dessa tempestade no copo d’água que criou.

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