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domingo, 11 de outubro de 2009

Ferino colírio

Sei que estou cega, e que por mais que tente, não voltarei a enxergar tão cedo. Sou louca por amor, e cega pela insanidade.ferino colírio

Amando a distância, e sofrendo pelo oculto, sinto que sou louca.

“Porque continua com toda essa loucura?” ... Porque como sempre, não consigo aceitar.

Há algum tempo flutuava, e não queria enxergar a realidade, porém desde acontecimentos recentes sinto que cai.

Não, não preciso que me levantem apenas cai na realidade. Começo agora a enxergar com esse ferino colírio.

Tudo está embaçado e confuso, mas sei que vai passar. O tempo se vai, e a dor se esvai de meu coração.

Seguirei agora esperando, que pouco a pouco a realidade fique nítida, me servindo como guia, e me mostre o que não consigo enxergar, a vida ao meu redor.

Um comentário:

  1. Olá poetisa.

    Vai com calma...

    Um novo dia de cada vez! Um amor novo e no tempo certo a cada vez!!!

    Sem diminuir o que sentes agora, eu garanto que as coisas mudam e para melhor.

    Vais ver á distancia, no tempo futuro, que tudo passa e muda. E que o sol brilha, sempre brilha, mesmo depois de muitos dias de chuva. E que sempre é hora de preparar o coração para novas sementeiras, novas experiências, novas estações.

    Hora de arar o peito para semear uma nova história, de abrir espaço, de fazer a água das lágrimas parar, e deixar os olhos correrem soltos. Para olhar o que está por vir. Olhar, mas com olhos de quem quer ver. Tomando o cuidado de não repetir o que já aprendeu.

    Sabes poetisa: A vida é a lição de casa, de uma matéria nova que ainda não estudamos.
    É preciso viver primeiro. Aprendemos a viver! E tu estás viva, olha só que legal!!!

    Beijos

    PS.: Vou te postar um poema “dele” que me veio á mente enquanto lia o que escreveste.

    O poeta é um fingidor.
    Finge tão completamente
    Que chega a fingir que é dor
    A dor que deveras sente.

    E os que lêem o que escreve,
    Na dor lida sentem bem,
    Não as duas que ele teve,
    Mas só a que eles não têm.

    E assim nas calhas de roda
    Gira, a entreter a razão,
    Esse comboio de corda
    Que se chama coração.

    Fernando Pessoa
    Cancioneiro
    Autopsicografia

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