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domingo, 20 de setembro de 2009

A ópera das máscaras

Há mascaras ao meu redor,
Quem está por trás sibila suavemente,
Coisas maldosas tomam posse de minha mente.

Uma navalha cairia bem,
Despedaçar-lhes as faces de papel,
Jogá-los contra a parede,
Fazê-los aparecer para o mundo,
Sem fingir bem ou mal.
Apenas falar, ou se esconder,
Mas dessa vez em cobertores,
Sem usar dos artifícios do fingir,
Apenas viver, sem atuar.

A vida é como uma ópera,
Com altos e baixos,
Mas sem bom ou ruim,
Apenas o real.

Devemos cantá-la,
Fazer nosso papel,
Procurar entender o exterior,
Mas sem interferir, porque nossas cenas não nos cabem,
Mas sim ao roteirista.
Se ele nos deu máscaras,
Devemos mantê-las,
Pois é a discórdia que molda o mundo,
Não o contrário.

Devemos mantê-las,
Pois para alguns,
A perda das máscaras,
Significa a perda vida.

Quem é você?
Ainda consegue responder?
Cadê sua máscara?
Vai colocá-la, ou viver o mundo?
Decida-se a ópera já vai começar.

2 comentários:

  1. Isabel, tem música nas tuas palavras, sentimentos, profundidade e visão.

    Ouve-se nelas uma voz de fundo, a tua voz interior, inquieta para dizer a tua percepção da vida e das coisas. Menina sensível descobrindo o mundo!
    Pura poesia feita por impressões, na profundidade de quem vê o mundo com olhos de ver e sentir!
    Os primeiros passos são sempre os mais decisivos em qualquer caminhada, são eles que nos levam na direção da chegada, do objetivo final.
    Já deste os primeiros passos na poesia e na escrita e as duas já estão no teu caminho.
    Desejo que encontres o teu destino e que sejas feliz e que a tua escrita seja também a luz e o encontro para os que lerem tuas palavras e idéias.

    Teu maior admirador

    LP

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  2. seus poemas são os mais perfeitos. belzinha, eu te por tudo, porque são esses textos que muitas vezes me fazem pensar e mudar *-*

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